Modama oferece panorama da dança no Largo São Sebastião

A 13ª edição da Mostra de Dança de Manaus (Modama) levou ao Largo São Sebastião, no Centro, entre 13 e 15 de junho, um dos mais completos panoramas da dança, da amazônica à européia. Promovido pelo Serviço Social da Indústria (SESI) Amazonas e Companhia de Dança Corpo e Movimento, o evento ganhou este ano a parceria do Serviço Social do Comércio (SESC).

Durante as três noites, mais de 15 mil pessoas assistiram às apresentações de 96 grupos de escolas públicas, particulares, academias e centros culturais, associações e fundações, em 148 coreografias nos mais variados gêneros e estilos de dança: de salão, clássica, neoclássica, contemporânea, moderna, jazz, sapateado, caráter/etnia, street dance e balé clássico, nas categorias infantil, juvenil e adulto.

De acordo com o coordenador da mostra, Wagner Melo, ao longo dos últimos 12 anos a Mostra ganhou projeção no meio artístico de Manaus, conquistando seu espaço no calendário cultural da cidade.

Para Wagner, que é técnico de Educação Artística do SESI Amazonas, a Modama tem papel muito importante na formação dos grupos de dança, pois abre espaço para todos os gêneros, dando oportunidade de apresentação aos grupos de todas as comunidades.

A idealizadora da Modama, a bailarina Ana Mendes, diz que o evento representa, na verdade, uma exposição de dança, gratuita e sem competição, nascida a partir do seu sonho de oferecer aos grupos de dança de Manaus uma alternativa de espaço para se apresentarem.

"Já participei de vários festivais de dança no país, mas nem todos os artistas e grupos têm essa oportunidade e condições. Eu e o radialista Eduardo Monteiro de Paula, um apreciador da dança e da cultura, nos unimos e criamos essa oportunidade para que os grupos locais se apresentassem e não deixassem de existir".

O grupo de dança Nova Era, do município de Itacoatiara (175 quilômetros de Manaus) participou pelo terceiro ano da Modama. O coreógrafo do grupo, Adriano Pereira, 31, disse que os bailarinos se preparam quase o ano todo para a mostra. "Participamos de outros festivais em nossa cidade, mas é na Modama que podemos apresentar o nosso trabalho para um público maior e de outros lugares", diz ele.

A Modama também promoveu uma programação sócio-educativa. No período de 31 de maio a 10 de junho, foram realizadas oficinas de balé clássico, dança no tecido e street dance. As aulas foram ministradas pelos professores Álvaro Gonçalves, Marcela Laurentina e Edgar Damasco, no Sesc, na Rua Henrique Martins, Centro.

Os colaboradores da Technos da Amazônia, empresa do Pólo Industrial de Manaus (PIM), tiveram o privilégio de assistir à apresentação de um grupo de street dance, no dia 10 de junho, no próprio local de trabalho. No dia 12, foi a vez da FCC da Amazônia receber outro grupo de dança. As apresentações aconteceram no horário de almoço dos colaboradores.

O calendário da Modama, este ano, foi encerrado com o Seminário "A Dança como Inclusão Social", que aconteceu no dia 21 de junho, no auditório do Sesc, Centro. As palestras foram ministradas por professoras do curso de dança da Universidade Estadual do Amazonas (UEA).