Publicada em 30 de novembro de 2020 às 1h30

Urologista alerta sobre doenças na infância que podem evoluir para câncer

Um alerta sobre os cuidados que se deve ter na adolescência para problemas de saúde, nos meninos, como fimose, ectopia testicular e dilatação renal, foi dado pelo urologista e especialista em urologia infantil, Petrus Oliva, em palestra para alunos da Escola SESI Dra. Emina Barbosa Mustafa, no SESI Clube do Trabalhador. Alguns dos problemas vêm da infância e podem evoluir na vida adulta para algum tipo de câncer ou até a perda do rim.

Para encerrar a campanha “Novembro Azul”, voltada para a saúde do homem em qualquer idade, o setor de Enfermagem do SESI, junto com o médico Petrus Oliva, reuniu alunos do Ensino Médio e do Ensino Fundamental 2 (6º ao 9º ano) para falar de problemas que podem ser tratados precocemente. De acordo com o urologista, a fimose, por exemplo, quando o prepúcio não permite a exposição completa da glande (cabeça do pênis), é o principal causador do câncer de pênis em jovens a partir dos 20 anos de idade.

“Daí a necessidade dessa conversa precoce sobre o assunto. Eu tive a iniciativa de criar o ‘novembrinho azul’ para trazer aos jovens uma atenção maior para algumas doenças e condições que acontecem na infância e na adolescência, e que têm repercussões sérias e graves na vida adulta, como a fimose, que tem relação com o câncer de pênis, a ectopia testicular, que tem relação com o câncer de testículo e a dilatação renal, que a criança pode nascer com ela e pode levar, com o passar do tempo, à perda do rim”, explicou ele.

Oliva ressalta que a necessidade do tratamento precoce em qualquer tipo de doença, principalmente o câncer, pode aumentar as chances de cura. O especialista alerta ainda que os problemas ligados à próstata representam o 2º tipo de câncer que mais mata homens no Brasil, afetando um a cada seis homens. As chances de cura, se o câncer for diagnosticado no início, chegam a 95%.

“Quase 50% dos homens brasileiros nunca foram ao urologista e, se colocarmos isso para nível local isso sobe para 60% dos homens no Amazonas. É importante que desde cedo vocês tenham essa visão de que é necessário se precaver e cuidar da saúde. Incentivem seus pais, tios, irmãos e avós também, vimos aqui que para cada faixa etária temos vários tipos de doenças que podem se desenvolver e por isso o reforço na prevenção e nos cuidados”, disse o especialista.

O SESI trabalha ao longo dos meses, nas escolas, temáticas junto com a equipe de enfermagem e especialistas das áreas abordadas. Campanhas, como Novembro Azul, Outubro Rosa e Setembro Amarelo fazem parte da programação das Escolas SESI não só para os alunos, mas, de acordo com a gerente da Escola SESI Dra. Emina Barbosa Mustafa, Ana Karina Holanda, é trabalhado a temática também com os funcionários como forma de prevenção e cuidados com a saúde. “Precisamos falar sobre saúde, ainda mais nesse período de pandemia”, alertou.

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