Publicada em 14 de outubro de 2020 às 8h37

Alunos de Itacoatiara têm projeto patrocinado pelo Caldeirão do Huck

O Dia da Amazônia, 5 de setembro, foi lembrado de maneira diferente no programa Caldeirão do Huck no último sábado. Especialmente para alunos da Escola SESI Abrahão Sabbá, em Itacoatiara, município distante 269 quilômetros de Manaus. Os alunos autores do projeto, que utiliza eletricidade para purificar as águas do rio Amazonas e abastecer as comunidades ribeirinhas do estado, contaram com o entusiasmo do apresentador Luciano Huck, que em videochamada ao vivo deu a garantia de que o projeto será patrocinado pelo seu programa, Caldeirão do Huck.

A iniciativa, que depende de investimentos e parcerias para ser viabilizada, vai receber apoio financeiro do programa para custear os equipamentos necessários para os testes e análise da qualidade da água tratada pelo sistema eletrolítico. “Foi algo inesperado, mas foi ótimo. A expectativa, a partir de agora com esse patrocínio, é conseguir dar continuidade e avançar nos testes e nas pesquisas para colocar em prática”, disse a aluna Alice Pimentel, membro da equipe.

No elenco de materiais relacionados por Alice e o colega Rickson Moraes, juntamente com o aluno do Instituto Federal do Amazonas (IFAM-Itacoatiara), Thomás Vasconcelos, estão equipamentos, como medidor multiparâmetro, reagente microbiológico e sonda eletrodo, além de um motor de esteira ergométrica para construção da roda d’água, princípio do sistema elaborado em que a energia mecânica é transformada em energia elétrica por um gerador.

“Esses materiais são necessários para viabilizar o projeto do sistema em si, é o que necessitamos para desenvolver o protótipo e realizar os testes de potabilidade da água. Com esses equipamentos, podemos realizar diferentes testes e avaliar o sistema mais eficiente e acessível, para que possa ser aplicado para abastecer as comunidades”, explicou o professor da Escola SESI de Itacoatiara e orientador da equipe, Nicanor Bueno, ao acrescentar que os parâmetros adicionais que requerem uma maior infraestrutura serão desenvolvidos em conjunto com instituições parcerias na cidade.

As análises de pequenas partículas de minerais ou matéria orgânica suspensas na água, que requerem equipamentos como estufas e turbidímetro, por exemplo, terão parceria do professor mestre Alex Martins, da Universidade Federal do Amazonas, Campus do Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia (ICET/UFAM), de Itacoatiara, Amazonas. Os testes microbiológicos, que exigem ambiente controlado, serão realizados em parceria com o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Itacoatiara (SAAE).

Os próximos passos do projeto, de acordo com o professor Nicanor, é o desenvolvimento de um novo protótipo e a realização dos testes de potabilidade, para que haja redução do custo de aplicação e levar essa solução para as comunidades da região nesse primeiro momento. A ideia é que os testes iniciais sejam desenvolvidos na comunidade São Lázaro do Assacu, a 15 minutos de barco do município de Itacoatiara, local ondem vivem 30 famílias e a água potável consumida pela população precisa ser transportada de barco da cidade de Itacoatiara.

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