Publicada em 3 de setembro de 2020 às 1h07

Projeto de alunos do SESI Itacoatiara desperta atenção de Luciano Huck

O projeto dos alunos da Escola SESI Abrahão Sabbá, em Itacoatiara, município distante 269 quilômetros de Manaus, distinguido com o Prêmio Jovens Cientistas Revolucionários e Destaque em Inovação, Engenharias na Feira Brasileira de Jovens Cientistas – FBJC 2020, despertou a atenção do apresentador do programa Caldeirão do Huck, Luciano Huck.

Desenvolvido por uma equipe de alunos do ensino médio da Escola SESI, o projeto que tem por finalidade purificar as águas do rio Amazonas e abastecer as comunidades ribeirinhas do estado foi assunto de conversa ao vivo, de forma virtual, com Luciano Huck na última quinta-feira, 27. Na ocasião, os alunos estavam em uma gravação de entrevista com a equipe de jornalismo do portal de notícias do grupo Globo, G1, quando foram surpreendidos pela chamada do apresentador do Caldeirão do Huck que abordou pauta sobre a Amazônia e quis saber mais sobre o projeto desenvolvido por eles.

“Ficamos muito surpresos com a ligação e está sendo gratificante poder mostrar o nosso projeto. Acredito que é bom ter o reconhecimento, depois de tanto tempo dedicado e espero que no futuro possamos dar continuidade e avançar nos testes e nas pesquisas, para de fato conseguir colocar em prática e beneficiar as comunidades que não têm acesso à água tratada, além de reduzir as doenças causadas pela água contaminada”, relatou a aluna Alice Pimentel, membro da equipe.

A proposta de Alice e do colega Rickson Moraes, juntamente com o aluno do Instituto Federal do Amazonas (IFAM-Itacoatiara), Thomás Vasconcelos, é viabilizar um sistema que converte a energia elétrica em energia química, conhecida como eletrólise, para purificar as águas do rio Amazonas e abastecer as comunidades ribeirinhas do estado com água potável. De acordo o Painel Saneamento Brasil do Instituto Trata Brasil (ITB) no Amazonas, em 2019, mais de 20% da população (633.753 habitantes) não possuem acesso à água com algum tipo de tratamento.

A pesquisa começou a ser desenvolvida em julho de 2019, prolongou-se por seis meses, e demonstrou ser de baixo custo e viável para aplicação em comunidades ribeirinhas isoladas no Amazonas. O tema surgiu em um Torneio SESI de Robótica (2017/ 2018), e além de render premiações na FBJC 2020, ficou entre os finalistas na Mostra Virtual da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia – Febrace 2020.

“Essa repercussão tem sido muito positiva, especialmente por saber que o projeto, em que pude auxiliar os alunos e que pode realmente fazer a diferença para as pessoas, tomou uma repercussão tão grande. E, para os alunos, é uma oportunidade de aprender e tornar realidade a ideia de solucionar um problema local”, disse o professor da Escola SESI de Itacoatiara e orientador da equipe, Nicanor Bueno.

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