Publicada em 16 de julho de 2020 às 12h26

Escolas SESI investem para o retorno gradual das aulas presenciais

O Serviço Social da Indústria (SESI Amazonas), a partir de segunda-feira (20), começa a receber os alunos em suas escolas nesse período de pandemia. Os primeiros serão os bebês da creche da Escola SESI Dr. Francisco Garcia e os estudantes do ensino médio da Escola SESI Dra. Emina Barbosa Mustafa. Para atender os alunos em segurança, de forma gradual e escalonada, o SESI investiu na melhoria da infraestrutura física e digital das escolas da capital e do interior do Amazonas.

De acordo com o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas e diretor regional do SESI Amazonas, Antonio Silva, as modificações para mais segurança seguem as exigências da Organização Mundial da Saúde (OMS), com a elaboração do protocolo de medidas de proteção da instituição, em conformidade com as recomendações das autoridades de saúde.

Ambientes limpos e higienizados, acrescidos de equipamentos de proteção individual e coletivo, estão preparados para receber os alunos com segurança. Na rotina diária, os colaboradores das escolas vão adotar uso de luvas, toucas, óculos de proteção, máscaras e aventais, além do uso coletivo dos totens de álcool em gel, termômetros, tapete higienizador e oxímetro de pulso.

“A limpeza dos filtros de condicionadores de ar, bebedouros e desinfecção geral da escola estão sendo realizadas com mais frequência”, disse a gerente da Escola SESI Dr. Francisco Garcia, Maria Acilda Santos, que atende do maternal (crianças a partir dos quatro meses de idade) até o ensino fundamental I (6 a 10 anos).

Entre as alterações das escolas da capital e do interior estão a sinalização nos ambientes para o distanciamento adequado, com banner explicativo em diferentes pontos das escolas, aumento do distanciamento das carteiras nas salas de aulas e refeitório. E a instalação de novas pias na entrada para higienização das mãos no acesso de visitantes e pais em algumas unidades da instituição.

Cada escola é orientada pela área da saúde do SESI sobre medidas de segurança na rotina escolar e no espaço físico na retomada das aulas presenciais, de acordo com cada realidade e necessidade, e aplica o protocolo de medidas, com uso obrigatório de máscaras, não compartilhamento de objetos de uso pessoal, higienização das mãos, calçados, mochilas e aferição de temperatura na entrada das escolas.

“Tivemos orientações sobre quais medidas precisam ser adotadas nessa retomada presencial do ano letivo. Ainda é tudo muito novo, estamos nos adaptando à nova realidade na escola aqui do interior e, em paralelo, repassando as informações e diretrizes para os colaboradores”, explicou a coordenadora da Escola SESI Abrahão Sabbá (Itacoatiara), Cristina Fernandes, ao acrescentar que hoje a escola conta com 310 alunos divididos em ensino fundamental 1 e 2, além do ensino médio.

Ensino híbrido e carga horária presencial reduzida

O SESI investiu em plataformas educacionais, computadores e melhorias na rede sem fio de internet, para trabalhar com mais facilidade e agilidade com as mudanças no ensino híbrido, ou seja, os alunos retornam as atividades com nova metodologia que combina a aprendizagem on-line com o off-line.

As aulas já estão sendo ministradas a distância com o uso do ambiente virtual de aprendizagem on-line Plurall, do grupo de educação básica Somos Educação, disponível no Portal SESI de Educação; e com a integração do Sistema de Gestão Escolar (SGE). Algumas ferramentas do Google For Education, como Google Agenda e Meet, também são utilizadas para encontros on-line com o professor e agendamento de provas e atividades.

Para a aluna do 2º ano da Escola SESI de Itacoatiara, Alice Pimentel, 16, usuária das plataformas, a experiência tem sido desafiadora e requer muito mais disciplina do que no ensino presencial, por ser menos dinâmico e lidar com problemas de internet. “Eu vejo que os alunos do SESI têm o privilégio de ainda terem as aulas, apesar de todos os problemas que sempre ocorrerão. Eu, como aluna do Ensino Médio, por exemplo, vejo todas as dificuldades que estou tendo em estudar para o Enem e vestibulares, mas conto, diariamente, com os professores para tirar dúvidas on-line”, relatou a estudante.

Para o uso das ferramentas de ensino da nova metodologia de aprendizagem da plataforma Plurall, os professores do SESI contaram com capacitações remotas feitas pela equipe do grupo Somos Educação. A ideia, segundo a gerente da Escola SESI Dra. Emina Barbosa Mustafa, Ana Karina Holanda, é permanecer com essas ferramentas no processo de ensino dentro da escola.

“Iremos melhorar ainda mais o nosso ensino, com a aquisição da plataforma Microsoft Teams”, contou ela. Ainda falando em tecnologia, o SESI permanece utilizando a plataforma Geekie Lab para avaliar, semestralmente, o desempenho dos alunos do ensino médio para provas externas do vestibular como Enem, Sisu e PSC, além de ser umas das principais ferramentas para extração de atividades dos professores para repasse aos alunos.

Na volta ao ensino presencial, o tempo na escola será reduzido e complementado com a aplicação da nova metodologia com atividades e aulas a distância, em casa. A prioridade de retorno será para os alunos de ensino médio, por causa das provas e vestibulares, berçário e creche (maternal 1, 2 e 3), por conta do retorno das atividades das indústrias, com retorno gradual previsto para segunda-feira. As demais séries, tanto da capital quanto do interior, têm retorno previsto para o dia 3 de agosto, com exceção do 1º e 2º período da pré-escola que voltam às atividades no dia 27 deste mês.

Educação de Jovens e Adultos

Nesta pandemia, as escolas precisaram se reinventar para que os alunos não perdessem a sua rotina diária de aprendizado. Na Educação de Jovens e Adultos (EJA) do SESI não foi diferente. Os profissionais da educação se empenharam para alcançar o maior número de alunos possível, um universo de 900 alunos que estudavam presencialmente antes da pandemia.

A situação acelerou o processo educativo a distância, que já estava nos planos para acontecer nos próximos anos, de acordo com a gestora da EJA, Patrícia Bezerra. “Não tivemos tempo para planejar a adaptação dos alunos nas plataformas digitais, escolher o melhor canal de comunicação ou de fazer uma enquete com os alunos sobre a infraestrutura que tinham para acompanhar as aulas on-line naquele momento, havia somente uma grande vontade de não perder os nossos alunos”.

Bezerra ressalta que a principal melhoria na EJA foi o desenvolvimento das novas habilidades adquiridas pelos professores, já que precisavam lecionar para um público que, em sua maioria, não tem estrutura em casa para acompanhar as aulas. “Os alunos da EJA não conheciam as plataformas Zoom, Google Meet, Google Forms e outras tecnologias digitais, ferramentas que são imprescindíveis no mundo do trabalho”, explica ela.

A aluna do 1º ano da EJA, Lucínia da Costa Mota, 40 anos, confirma que nesse período de pandemia teve seu primeiro contato com as plataformas utilizadas nas aulas. “A experiência está sendo muito boa, principalmente pelo apoio pedagógico dos professores, que tiram nossas dúvidas em tempo real, sem demora, eu tirei o chapéu para toda a equipe do SESI. Não tive dificuldade com nenhum aplicativo e nem com a internet. Está sendo experiência muito boa mesmo”.

A metodologia a distância também facilitou a compreensão dos conteúdos, uma vez que não há distrações de conversas com os colegas, intervalos nas aulas e o próprio deslocamento, um desgaste para o aluno-trabalhador que, após um dia de trabalho, ainda vai para a escola. “Concedemos o protagonismo aos nossos alunos, acompanhando e observando como estão se desenvolvendo”, disse Patrícia Bezerra.

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