Publicada em 26 de agosto de 2019 às 2h59

Cultura e lazer marcam o fim de semana literário do SESI

Literatura, dança, música e teatro, além de muita diversão para as crianças, agitaram o SESI Clube do Trabalhador nos três dias do Festival Literário e Cultural SESI (FLICS), realizado de sexta-feira (23) a domingo (25) pelo SESI e Rede Amazônica. Pelo menos 2.000 pessoas participaram do evento que, nesta terceira edição, homenageou a escritora e jornalista Etelvina Garcia. O público desfrutou de bate-papo com a autora, que se dedica há mais de quatro décadas a estudar e pesquisar a história sociocultural, política e econômica da Amazônia.

Etelvina Garcia participou dos três dias de programação e foi protagonista do bate-papo “Manaus e seus 350 anos”, no sábado (24), junto ao engenheiro e atual superintendente da Secretaria Municipal de Obras (Seminf), Orlando Holanda, e do jornalista, poeta e escritor, Aldísio Filgueiras. Os convidados relembraram as mudanças pelas quais a cidade passou ao longo dos anos, desde a construção do porto flutuante de Manaus, ao fim do século 19, até o recente projeto de aterro dos igarapés do Centro, que dando espaço para circulação e tráfego da população.

Aos jovens que prestigiaram o evento, Etelvina Garcia falou da necessidade de se ter pessoas capacitadas para compreender a Amazônia. “É preciso estudar com seriedade. A consciência de ‘amazonidade’ precisa ser fortalecida entre a juventude, então precisamos acima de tudo lutar por escolas cada vez mais exigentes na nossa realidade e nas dificuldades que a nossa região vem enfrentando desde o início da colonização até hoje”, disse Garcia, ao acrescentar que é preciso valorizar o talento dos amazonenses e o conhecimento científico e tecnológico sobre a biodiversidade da região.

Orlando Holanda destacou a necessidade de mudança para os próximos anos. “Gostaria que os jovens tivessem mais responsabilidade e trabalho a partir desses 350 anos, para que seja construída uma cidade melhor. Temos muitos problemas de custos, por exemplo, o custo da cidade é um ponto que precisa ser melhorado, a logística e esse ordenamento, planejamento, precisam ser melhorados”, relatou ele.

A oportunidade de conhecer e interagir com os convidados no bate-papo foi destacada pela superintendente do SESI, Rosana Vasconcelos, como estimulo para os jovens vivenciarem as mudanças ocorridas na cidade ao longo dos anos e relembradas pelos profissionais que participaram dessas mudanças, que dão hoje espaço para a “Manaus nova”, do ponto de vista, estrutural, cultural e social.

A programação contou também com bate-papos sobre Empoderamento Feminino e Mercado de Trabalho, além do tema de webjornalismo e Novos Conceitos da Comunicação, com o jornalista Bruno Mazieri, especialista em marketing de influência João Arthur e a digital influencer Karen Mabel.

Música, Dança e Teatro

Nos palcos do FLICS, o teatro deu vez, dentre outras apresentações, aos clássicos “O Mágico de Oz”, “Rei Leão”, “Os Saltimbancos” e “Sítio do Pica Pau Amarelo, encenados pelos alunos das Escolas SESI Dra. Emina Barbosa Mustafa e David Nóvoa Alvarez. Além das peças “A Linda Flor” e “Conselheira da Rainha”, da Cia de Teatro Trilhares.

“É incrível como as histórias e as músicas despertam a criatividade das crianças. É preciso mais eventos como esse do SESI para que as crianças tenham a oportunidade de vivenciar isso. Minha filha de 7 anos ficou encantada com as apresentações de teatro. Viemos principalmente para assistir o clássico ‘Rei Leão’, porém acabamos desfrutando de outras peças e atividades da programação e gostamos muito”, relatou a técnica em Logística, Mara Cavalcante, mãe da Maria, de 7 anos.

A Banda Sinfônica do Amazonas deu show com repertório diferenciado para o FLICS. Sob a regência do maestro Marcelo Viana, a banda de aproximadamente 50 músicos, chamou a atenção do público, enquanto em outro palco, o cover da família infantil dos tubarões, Baby Shark, levava as crianças a arriscar a coreografia junto com os personagens.

“Trouxe meus filhos para prestigiarem o evento e ver o irmão mais velho, Gabriel, 12, que estuda na Escola SESI Dra. Emina Barbosa Mustafa e fez parte do elenco do ‘Rei Leão’. Vejo que atividades como essa despertam não só no aluno, mas nas outras crianças a vontade pela literatura e pela música. A cada história nova que era contada eles comentavam uns com os outros e queriam saber mais, e isso é muito bacana”, contou a assistente social Rosiane Mendonça.

No encerramento, domingo, houve a premiação do concurso “Conta um Conto”, com o tema “Como seria o mundo sem internet?”, que reuniu 270 contos autorais de alunos do ensino fundamental de escolas públicas e privadas dos estados Amazonas, Amapá, Roraima, Rondônia, Pará, Mato Grosso e outros estados fora da Amazônia Brasileira.

Os vencedores foram Laura dos Santos Carvalho (categoria 1 – 4º e 5º ano), Carlos Daniel Monteiro Figueiredo (categoria 2 – 6º e 7º ano), Raissa Rodrigues Carneiro (categoria 3 – 8º e 9º ano) e, na categoria Vaga Lume (6º e 7º ano), Hugo Antônio Moreira de Pinho.

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