Publicada em 7 de fevereiro de 2019 às 5h18

Alunos do SESI aprovados em vestibular relatam suas experiências com estudos

A estudante Amanda da Mota, de 18 anos, é um dos destaques da Escola SESI Dra. Emina Barbosa Mustafa. Ela foi aprovada no vestibular para os cursos de Sistema da Informação (em 1º lugar) e Direito (9º. Lugar), na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), e ainda em Ciências Econômicas e Direito, na Universidade Estadual do Amazonas (UEA), com 940 de 1000 pontos na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Além da aluna, a Escola SESI teve seis aprovados para universidades públicas este ano.

Amanda decidiu que vai se graduar em Direito na UFAM e, daqui a 10 anos, tornar-se juíza federal para pôr em prática o conhecimento que pretende adquirir. “Eu queria fazer Sistema de Informação pela possibilidade de morar em outro país, trabalhando no Canadá, mas a área com a qual mais me identifico é a de Direito. Não posso cursar algo apenas pelo dinheiro, tenho que ser também uma ótima profissional, quero e vou fazer a diferença em Direito”, afirma Mota.

Mota explica que para alcançar a aprovação não importa tanto quantas horas leva para estudar e, sim, a maneira como aproveita o tempo. A caloura diz ver muita gente que negligencia o sono, o lazer, por conta dos estudos e, com isso, acaba estudando com sono, e não “rende” de maneira satisfatória. “Então, eu aproveitava bem meu tempo, estudava a semana toda, costumava fazer provas anteriores dos vestibulares durante as manhãs de sábado, e deixava o resto do final de semana livre”, relata.

Vídeoaulas, resumos e prática do conteúdo, com resolução de questões até acertar uma porcentagem satisfatória, foram alguns métodos utilizados por Mota, que também aproveitava a disponibilidade e boa vontade dos professores do SESI, após o horário normal de aula, para sanar suas dúvidas, já que permanecia na escola resolvendo questões.

Para Mota, as aulas extras oferecidas pela escola foram de grande ajuda em seu aprendizado, pois os professores trabalhavam, principalmente, com as matérias de maior peso nas provas, como Língua portuguesa, Matemática e Redação. “Outro método que me ajudou muito foi dar aulas para os meus amigos. Eu costumava ajudar vários da minha sala, as pessoas me pediam explicações e eu adorava. Creio que explicar é uma maneira muito boa de aprender”, frisou Mota.

Assim como as aulas extras ajudaram Amanda, contribuíram também para a aprovação do aluno João Matheus Gama, 18 anos, na UFAM e UEA, no curso de Ciências Econômicas. Gama irá cursar na UFAM, onde alcançou 1º lugar, em ampla concorrência, no Processo Seletivo Contínuo (PSC), em horário noturno. Gama disse ter dúvidas em qual universidade cursar economia, pois sempre gostou da faculdade estadual, mas quando saiu o resultado da federal, parou e analisou.

“A emoção de ser o primeiro classificado na Federal gritou mais alto, mas  não fosse isso não dispensaria a estadual por nada, afinal desde 2017, quando eu estava no 2º ano do ensino médio, ela me quer”, afirma o calouro, que passou para Licenciatura em Geografia na primeira chamada, depois de fazer o vestibular apenas para adquirir experiência.

Gama é fascinado pela carreira pública econômica, mas seu objetivo é ser auditor-fiscal da Receita Federal, um concurso concorrido e ocupado, principalmente por pessoas de fora do estado, o que deixa Gama com mais vontade de prestar o concurso para o cargo. Para alcançar o sonho, o calouro pretende estudar muito mais do que já estudou até o momento.

Por ser novo, Gama tem a preocupação de estudar ao máximo para alcançar seus objetivos enquanto tem disposição física e psicológica, sendo assim, estudava no SESI pela manhã, no contraturno da escola, com as aulas extras, e à noite, nos últimos seis meses antes da prova, no cursinho.

No intervalo das aulas extras e cursinho, o aluno se dedicava ao curso profissionalizante de Desenvolvimento de Sistemas, oferecido pelo SESI em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), pelo Ebep (Programa de Educação Básica e Educação Profissional), no qual disse ter absorvido muito conhecimento e que, inclusive, já é um diferencial na busca por oportunidades de emprego no Polo Industrial de Manaus (PIM).

“Estou participando de processos seletivos para Jovem Aprendiz em empresas do PIM e, pelo que percebi, com a realização do Ebep, já consigo avançar para as etapas finais, além de observarem as minhas participações em eventos de caráter social como Ação Global e Torneio de Robótica, experiências muito boas que também levarei para a vida”, explicou Gama.

Já para Igor da Silva, 17 anos, o Ebep era o que ele precisava para decidir o curso da sua 1ª graduação. Foi realizando o curso de Desenvolvimento de Sistemas que Silva se apaixonou pela área de tecnologia. Ao escolher a área que queria seguir, não teve dúvida: Ciência da Computação. E assim passou em 14º lugar, na Ufam, pelo PSC. Silva também se classificou em 6º lugar para Licenciatura em Matemática na UEA, mas preferiu escolher a universidade federal.

A professora de redação e língua portuguesa do ensino médio e curso complementar para vestibular do SESI, Kely Cristina Alencar, citada por todos os aprovados, só tem a agradecer o carinho e diz que o esforço é conjunto, equipe pedagógica e alunos. “Trabalhamos com simulados, leitura, pesquisa e muito treino. É muito importante redigir uma redação, pelo menos uma vez por semana, para pegar prática”, disse a professora.

Comente esta notícia
Pular para a barra de ferramentas