Publicada em 8 de junho de 2018 às 5h06

Candidato do SENAI SC vence seletiva Worldskills

Competidores do SENAI de todo o Brasil disputaram vaga para Worldskills 2019 em Kazan, Rússia

A Seletiva para a Worldskills, maior competição de educação profissional do mundo, na ocupação 39- Administração de Sistemas de Redes de TI, premiou no SENAI Amazonas, nesta sexta-feira, 8, o catarinense, Eduardo Hermann, 21, com a medalha de ouro, seguido da competidora, Pâmela Magalhães, 20, medalha de prata, e com o terceiro lugar para Pedro Teixeira, 17, de Alagoas.

Com quatro dias de prova em ambientes voltados para as tecnologias Windows, Cisco e Linux, os competidores foram submetidos a solucionar problemas de mercado dentro das 4h de prova, tendo no último dia, a aplicação da chamada “troubleshoot”, para detectar os defeitos no ambiente envolvendo um mix dessas tecnologias.

“Avaliamos desde a percepção psicoemocional desse competidor, os três medalhistas estavam bem próximos, a gente percebeu isso durante o processo de correção que nós fazíamos, porém ontem, no último dia de prova o medalhista de ouro, Eduardo se destacou”, disse o avaliador líder do Departamento Nacional do SENAI, Wanderley Cardoso.

Durante o 4º dia de prova, o catarinense Eduardo Hermann foi bem nos dez critérios/itens de correção da avaliação realizada com os 10 competidores da seletiva. Segundo o avaliador, o estudante acertou perfeitamente nove conteúdos e no décimo completou mais 50% dentro das assertivas propostas, desempenhando um conhecimento técnico acima dos demais.

“Ele tem uma tomada de decisão que é importante para esse processo principalmente se tratando da Worldskills, além de ter um estado emocional muito controlado e equilibrado. O Eduardo conseguiu identificar perfeitamente todos os passos de cada defeito colocado, essa visão significa que o treinamento dele foi assertivo”, ressaltou ele.

Estudante da unidade SENAI de Blumenau, Eduardo Hermann, 21, é ex-aluno do curso técnico em Redes de Computadores e conta que focou nos detalhes que poderiam fazer a diferença na sua classificação para medalha de ouro, como tempo, concentração e paciência.

“Todas as provas foram bem difíceis, o diferencial veio pelos detalhes que normalmente são os eliminatórios em uma competição como essa. Mantive o foco a todo o momento, até pela surpresa das provas em ter que desenvolver algo sem antes ter conhecimento de nada, partindo do zero”, explicou ele que nos treinos preparatórios procurava se manter sempre atualizado na área.

“Temos pouco tempo para estudar muita coisa e desenvolver. A nossa área está em constante evolução e não podemos parar de aprender, portanto essa boa preparação, aliada à administração do tempo, é que vai fazer a diferença para o competidor”, disse ele.

Com critérios diferenciados para desenvolver as provas, a competidora  do Rio de Janeiro, Pâmela Magalhães, medalha de prata e de Alagoas, Pedro Teixeira, com o bronze, formaram o pódio da seletiva realizada na Escola SENAI Antônio Simões (ESAS).

O próximo passo do medalhista ouro inicia na segunda-feira, 11, com o treinamento dentro do Departamento Nacional do SENAI, em Brasília, preparatório para Worldskill Kazan 2019. A maior competição de educação profissional do mundo estimula, segundo o gerente da ESAS, José Nabir, o aluno a se especializar cada vez mais dentro do mercado de trabalho melhorando suas habilidades.

“A educação profissional aliada a uma educação básica de qualidade é um dos pilares pra inovação e para o aumento da produtividade e da competitividade da indústria brasileira, e o SENAI tem um importante papel nessa missão, competições como essa trazem isso para o aluno”, disse Nabir.

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