Publicada em 7 de abril de 2021 às 11h04

Concessão de 22 aeroportos colaborará com recuperação econômica, avalia CNI

Leilão dividido em três blocos com aeroportos âncoras demonstra atratividade da infraestrutura do país. Iniciativa privada, que é responsável por 66% dos passageiros no Brasil, passará a responder por 78%

 

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera um sucesso o resultado do leilão realizado nesta quarta-feira (7), na Bolsa de Valores de São Paulo, no qual foram concedidas para a iniciativa privada as administrações de 22 aeroportos brasileiros. A entidade avalia que o amplo interesse de empresas e consórcios nacionais e estrangeiros pelo edital demonstra o resultado positivo das concessões aeroportuárias já realizadas no Brasil.

Apesar da crise atual e da queda da movimentação de passageiros em razão da pandemia, os contratos de 30 anos dão a segurança necessária para o investidor. O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, destaca que as concessões na área de infraestrutura são fundamentais para a geração de empregos e a recuperação econômica do país.

“Os investimentos em infraestrutura, por meio de concessões, geram significativos impactos positivos na competitividade da indústria e no desenvolvimento econômico. Empreendimentos da iniciativa privada são o principal caminho para reverter o elevado déficit em infraestrutura que temos hoje no país”, afirma Robson Andrade.

Atualmente, a iniciativa privada já opera outros 22 aeroportos, que respondem por 66% da movimentação total de passageiros no país. Com o leilão desses três novos blocos, essa parcela deve subir para 78% de transporte de passageiros nos aeroportos nacionais. Ficará faltando ainda as concessões de Congonhas (São Paulo) e Santos Dumont (Rio de Janeiro), dois dos principais aeroportos do país, que devem ser licitados no ano que vem.

Resultados dos leilões de concessões

O Grupo CCR arrematou os blocos regionais Sul e Central, e a Vinci Airports ficou com o bloco Norte. Os valores pagos pelas outorgas dos três blocos, que somam R$ 3,3 bilhões e os investimentos previstos são de mais de R$ 6 bilhões nas próximas três décadas, são sinais claros da atratividade da infraestrutura brasileira. Cada bloco possui um aeroporto âncora sediado em cidades de maior demanda – Curitiba, Goiânia e Manaus. O modelo foi feito para viabilizar a aquisição dos terminais de menor movimentação.

O bloco da região Sul é formado por nove terminais: Curitiba, Bacacheri, Foz do Iguaçu e Londrina (PR), Navegantes e Joinville (SC); e Pelotas, Uruguaiana e Bagé (RS). Já o bloco do Norte tem Manaus, Tabatinga e Tefé (AM); Porto Velho (RO); Boa Vista (RR); e Rio Branco e Cruzeiro do Sul (AC). O bloco Central, por sua vez, inclui os aeroportos de Goiânia (GO); Palmas (TO); São Luís e Imperatriz (MA); Teresina (PI) e Petrolina (PE).

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