Publicada em 14 de outubro de 2020 às 11h00

FIEAM homenageia 100 anos de Mário Guerreiro, o pioneiro da industrialização das fibras na Amazônia

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), Antonio Silva, entregou hoje (8) uma placa em homenagem ao empresário Mário Guerreiro, que hoje completa 100 anos de vida. A homenagem ocorreu na residência do aniversariante, na presença de familiares e amigos, que também participaram da missão em ação de graças.

“A FIEAM parabeniza-lhe pelos 100 anos de vitoriosa existência celebrados hoje e manifesta especial reconhecimento à sua rica trajetória no empreendedorismo, na indústria e comércio, no exercício de liderança pelo fortalecimento das entidades empresariais e desenvolvimento econômico do Amazonas. Que Deus lhe cubra de bênçãos por toda a vida”, disse Silva, emocionado.

Pioneiro na industrialização na Amazônia, o empresário em 1951 fundou, juntamente com Adalberto Valle, a Brasiljuta, a maior empresa do setor nas Américas.  A companhia de tecelagem destacava-se pela elevada geração de empregos, antes da criação da Zona Franca de Manaus (ZFM). De acordo com Guerreiro, em 40 anos de atividades, 54 mil pessoas trabalharam na empresa, que mantinha prensas em Itacoatiara, Manacapuru, Parintins, Codajás e Castanhal, no Pará, além de fábricas em outros cinco Estados.

“Para os segmentos industriais ele deixa um forte legado também. Ele que sempre foi um homem que dedicou a sua vida a uma atividade muito ligada ao interior que foi o de beneficiamento de fibras naturais, a juta e a malva, não deixando, além desse vínculo, de enxergar a importância de quando se deu o incremento e introdução da ZFM, ajudando os empresários que aqui chegaram, tanto que participou ativamente da diretoria da FIEAM e fundou com outros empresários o Cieam”, relembrou o filho e também atual presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem no Estado do Amazonas, Sebastião Guerreiro.

Primeiro presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Mario Guerreiro também presidiu a Associação Comercial do Amazonas (ACA) logo após a criação da ZFM e também ocupou a presidência do Banco do Estado do Amazonas (BEA), que ajudou a expandir para o interior. Uma das suas maiores conquistas foi implantar e dirigir o Instituto de Fomento à Produção de Fibras Vegetais da Amazônia (Ifibram) e o Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem de Manaus.

O então diretor do grupo Prudência e Capitalização foi o executor do projeto de instalação do primeiro hotel de padrão internacional no Estado, o Hotel Amazonas, inaugurado em janeiro de 1951, pelo presidente Getúlio Vargas.

Mário Guerreiro também atuou decisivamente para a instalação da Refinaria de Manaus, uma parceria do grupo Prudência e Capitalização com o empresário Isaac Sabbá, inaugurada em 1957, pelo presidente Juscelino Kubistchek. Como representante do setor industrial, ocupou por diversas gestões, a vice-presidência da FIEAM.

“Tínhamos que nos fazer presente nesta data e com a entrega da placa perpetuar o Mário Guerreiro como importante ícone para o desenvolvimento do estado do Amazonas, quer seja na área indústria, no associativismo ou no desenvolvimento como um todo na parte cultural e social do estado, o Amazonas deve muito a esse homem” ressaltou o atual presidente da FIEAM, Antonio Silva, ao recordar também que o empresário foi o criador na entidade FIEAM do Centro de Assistência a Média e Pequena Indústria (Campi – atual Dampi).

Na juventude, serviu como 3º sargento da Força Expedicionária Brasileira (FEB), no teatro de operações da Itália, durante a Segunda Guerra Mundial, mérito que o fez receber o Diploma da Medalha de Campanha.

Advogado formado em 1954 pela Faculdade de Direito do Amazonas, Guerreiro recebeu, em 2012, uma homenagem da secional do Amazonas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em reconhecimento aos 50 anos de prestação de serviços, sendo o profissional com a mais longa atuação no Estado.

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