Publicada em 11 de dezembro de 2019 às 4h50

Reforma tributária, modernização da infraestrutura e fortalecimento do BNDES são prioridades da indústria, diz presidente da CNI

Robson Braga de Andrade destaca, durante homenagem ao presidente da República, Jair Bolsonaro, os avanços do governo em 2019 e as expectativas dos empresários para o próximo ano 

 

A reforma tributária, os investimentos em infraestrutura e o fortalecimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) devem estar entre as prioridades do Brasil em 2020. O alerta foi feito pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, nesta quarta-feira (11).

“Os avanços do governo em diversas áreas são notáveis e a expectativa da indústria é que o país continue avançando”, disse Robson Andrade, na cerimônia de entrega do Grande Colar da Ordem do Mérito Industrial ao presidente Jair Bolsonaro, que reuniu cerca de 650 empresários na sede da CNI, em Brasília. Participaram da solenidade os ministros Paulo Guedes, da Economia; Osmar Terra, da Cidadania;  general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); general Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo;  além do assessor do GSI, general Eduardo Villas Bôas.

Durante a apresentação, Robson Andrade lembrou que a economia se recupera, gradualmente, da mais longa e profunda recessão da história. Destacou que, em outubro, o faturamento da indústria cresceu 1,3% frente a setembro e acumulou cinco altas consecutivas. A utilização da capacidade instalada alcançou 78% e a indústria da construção registou o maior crescimento dos últimos sete anos.

RECUPERAÇÃO ECONÔMICA – A reação da economia, segundo o presidente da CNI, é resultado das medidas que vem sendo adotadas pelo governo, como a modernização das relações do trabalho, a reforma da Previdência e as ações voltadas à redução da burocracia. “O presidente Bolsonaro vem cumprindo as promessas que fez aos empresários durante a campanha do ano passado”, afirmou Robson Andrade.

Segundo ele, a indústria apoia a reforma administrativa proposta pelo governo e as ações destinadas a reduzir a burocracia e melhorar o ambiente de negócios. Entre elas, a Lei da Liberdade Econômica, o Contrato Verde-Amarelo, que estimula a contratação de jovens, o fim do pagamento do adicional de 10% incidente sobre o saldo do FGTS nas demissões sem justa causa e a modernização das normas regulamentadoras que trataram da segurança e da saúde no ambiente de trabalho.

A AGENDA DA INDÚSTRIA – Robson Andrade destacou ainda que a indústria defende uma reforma tributária que crie substitua tributos federais, estaduais e municipais pelo Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) Nacional. A reforma também deve criar um fundo de desenvolvimento regional, que incentive os investimentos em áreas menos favorecidas e busque a redução das desigualdades entre as diversas regiões do país.

Além disso, o presidente da CNI lembrou que o BNDES é fundamental para a inserção do Brasil na economia global. Por isso, a indústria defende a manutenção da atual destinação da parcela do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ao banco. Na avaliação da indústria, o BNDES deve ampliar os financiamentos para projetos de infraestrutura, apoiar a internacionalização das empresas e a modernização da estrutura produtiva nacional.

Na área de infraestrutura, Robson Andrade disse que a CNI apoia a aprovação de um novo marco do saneamento básico e o Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), que prevê concessões de ferrovias, aeroportos, portos e rodovias e a privatização da Eletrobrás e dos blocos de exploração do pré-sal.  “Nós confiamos e estamos dispostos a contribuir com o seu governo”, concluiu Robson Andrade, depois de apresentar a Jair Bolsonaro e à plateia dados que confirmam a importância da indústria das ações do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e do Serviço Social da Indústria (SESI) para a formação dos trabalhadores e o aumento da produtividade da indústria.

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