Publicada em 23 de maio de 2019 às 12h16

Produção industrial fraca reduz otimismo dos empresários pelo terceiro mês consecutivo

Conforme Sondagem da CNI, indústria continua ociosa, com utilização da capacidade instalada em 66% desde janeiro. Pesquisa mostra também que a intenção de investimento cai ainda mais

 

Mesmo com a produção industrial praticamente estável em abril, houve estoques em excesso pelo terceiro mês consecutivo. Conforme pesquisa Sondagem Industrial divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira, 22 de maio, o índice de produção registrou 49,6 pontos e índice de estoque em relação ao usual assinalou 51,3 no mês passado. O indicadores variam de zero a cem. Valores abaixo de 50 pontos indicam queda na produção e dos estoques frente ao mês anterior. Quando está acima dos 50 pontos, sinaliza crescimento dos indicadores.

A indústria continua com ociosidade elevada. Desde janeiro, o setor opera, em média, com 66% da capacidade instalada. O índice de utilização de capacidade instalada em relação ao usual para o mês, embora 1,4 ponto acima do registrado em março, ficou em 42,4 pontos em abril, ainda distante da linha dos 50 pontos. A fraca atividade industrial fez com que houvesse redução de postos de trabalho no mês passado. O índice de evolução do número de empregados ficou em 48,8 pontos, também abaixo dos 50 pontos.

De acordo com o economista da CNI Marcelo Azevedo, a combinação de fraca produção industrial com acúmulo de estoques faz com que as empresas priorizem a venda dos produtos estocados antes de planejar o aumento da produção. “Se continuar esse cenário, a tendência é que se reduza a atividade industrial”, completa.

EXPECTATIVAS – Segundo a pesquisa, houve queda de todos os indicadores de expectativas e a mais expressiva foi em relação à demanda, cujo indicador caiu 2 pontos frente a abril, e atingiu 56,8 pontos neste mês. Apesar da retração, os valores continuam acima de 50 pontos, o que sinaliza otimismo. “O otimismo ainda é bem elevado, apesar da fraca atividade. Houve um crescimento significativo desses indicadores e, agora, estamos passando por uma reavaliação das expectativas”, destaca Azevedo.

Para se reverter o quadro no curto prazo, conforme Azevedo, é necessário recuperar a demanda. “Isso pode ocorrer de duas formas: pelo estímulo ao consumo ou por meio de reformas que aumentem a competitividade.” Ouça o depoimento do economista da CNI.

O índice de expectativa para a quantidade exportada caiu de 54,1 pontos, em abril, para 53 pontos em maio. Já o indicador de perspectivas para compras de matéria-prima teve retração de 56,1 pontos para 54,6 pontos e o de número de empregados foi de 51,7 pontos para 51 pontos no período. A intenção de investimentos também caiu pelo terceiro mês consecutivo e atingiu 52,5 pontos em maio.

pesquisa foi realizada com 1.911 empresas, sendo 781 pequenas, 668 médias e 462 grandes. Os dados foram coletados entre 2 e 13 de maio de 2019.

 

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