Publicada em 21 de maio de 2019 às 10h23

FIEAM vai participar da Comissão de Assuntos Econômicos da ALEAM

Com a ideia de unificar e fortalecer o debate em prol da Zona Franca de Manaus (ZFM), o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM) e deputado estadual, Ricardo Nicolau, convidou na última reunião de diretoria (9), a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) para participar, com as lideranças industriais, de discussões contra os ataques periódicos do governo federal sobre o modelo ZFM.

De acordo com Nicolau, a indústria é a única mola propulsora de desenvolvimento do Amazonas e é preciso iniciar uma agenda para demonstrar a importância disso para o país como um todo, para que o estado seja então respeitado.

“Infelizmente nós não tivemos competência ao longo dos anos para criar alternativas econômicas e tornar a ZFM mais forte, do ponto de vista de investimentos governamentais em logística e estrada, por exemplo. Ficamos apenas com uma atividade econômica importante, que é a da indústria. Porém é desconhecida a sua importância e sofremos constantemente ataques”, disse ele.

Para o vice-presidente da FIEAM, Nelson Azevedo, a interlocução e os argumentos tem que realmente ser alinhados junto ao poder legislativo, que ressalta ser um peso muito importante para auxiliar e apoiar nos interesses das indústrias dentro e fora do estado. Segundo Azevedo, o momento exige que sejam somadas várias frentes para entender que a ZF está aqui para ajudar o Brasil.

“É importante relatar que não só daqui, mas para fora do estado, mais de 700 mil empregos são gerados também fora da ZFM, porque temos muitos fornecedores, e não falo só para o lado industrial, mas quando você olha, por exemplo, a Honda há uns anos tinha em torno de 600 revendas, ou seja, daqui são gerados para ir para lá e isso mostra a importância que ela tem para todos”, contou ele.

A ideia junto a FIEAM, de acordo com o presidente da CAE, Ricardo Nicolau, é desenvolver alguns trabalhos para desfazer a imagem de “El dorado” que, segundo ele, o restante do Brasil ainda alimenta da ZFM em função dos incentivos fiscais e da defesa do modelo que ele descreve como vitorioso, com alta tecnologia de produtividade e que coloca a disposição do país produtos de altíssima qualidade.

“Somos o único estado do Norte e Nordeste que arrecada muito mais recursos federais do que recebe, e isso dá um saldo para o Brasil, sem contar com os contingenciamentos da Suframa, que seriam recursos para serem investidos no Amazonas, dando um saldo de R$ 6 bilhões anualmente. Nosso PIB é fantasioso. Temos a 3ª pior renda domiciliar per capita do país e perdemos até do Piauí”, ressaltou ele.

O deputado mais uma vez reforço em reunião junto à classe empresarial, o compromisso de junto a FIEAM, mover discursões importantes em beneficio ao desenvolvimento do Amazonas. “Por mais que a nossa voz não consiga ecoar muito em Brasília, mas que possa ser uma voz em defesa daqueles que estão produzindo e gerando emprego e renda no estado do Amazonas, porque a ZFM eu não tenho dúvida nenhuma, ela é ótima para o estado, mas ela é boa para o Brasil”, pontuou.

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