Publicada em 30 de abril de 2019 às 9h43

Confiança do consumidor cai 1,4 ponto em relação ao fim do ano passado, mostra CNI

Com 48,4 pontos, Índice Nacional de Expectativa do Consumidor está acima da média histórica de 46,1 pontos, mas abaixo do divisor que indica confiança. INEC inaugura neste mês de abril novo formato e passa a ser trimestral

 

Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) caiu 1,4 ponto em abril na comparação com dezembro de 2018, último mês em que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) havia divulgado o indicador. O índice recuou de 49,8 para 48,4 pontos, distanciando-se da linha divisória de 50 pontos – qualquer pontuação acima desse patamar aponta confiança no consumidor e abaixo desse nível indica falta de confiança.

Apesar da queda registrada em abril, o indicador está 2,3 pontos acima da média histórica de 46,1 pontos. Na avaliação da CNI, o recuo de 1,4 ponto no INEC não pode ser interpretado como uma reversão da tendência de alta iniciada em setembro do ano passado. Em dezembro, o índice fechou com crescimento de 4,5 pontos. Na comparação com março de 2018, recorte mais próximo de um ano, o INEC acumulou alta de 5,9 pontos.

De acordo com o economista da CNI Marcelo Azevedo, a queda da confiança registrada neste mês deve-se, principalmente, à piora das expectativas de inflação e desemprego. “Os índices de expectativa de inflação e de desemprego aumentaram entre dezembro de 2018 e abril de 2019. Além disso, o consumidor está prevendo estabilidade de sua renda, ao contrário de dezembro, quando esperava aumento”, afirma Azevedo.

NORDESTE – A pesquisa elaborada pela CNI mostra que a falta de confiança dos consumidores é maior na Região Nordeste. O índice caiu em todas as regiões, sendo que entre os nordestinos registrou queda de 2,2 pontos. Os dados apontam também que as expectativas do consumidor são mais baixas nas famílias com renda de até um salário mínimo e entre pessoas com escolaridade até a 4ª séria do ensino fundamental.

O INEC inaugura hoje um novo formato. Deixou de ser calculado com base fixa e, a partir deste mês, passa a ser um índice de difusão, que varia de zero a cem pontos. Além disso, o indicador, que era mensal, agora é trimestral e passa a ser calculado para diversos extratos da população: gênero, faixa etária, grau de instrução, região, renda familiar e condição do município do consumidor (se capital, periferia ou interior).  Excepcionalmente, o primeiro resultado de 2019 se refere ao mês de abril, ao invés de março. As séries históricas foram recalculadas a partir de 2009 para refletir a alteração na periodicidade e a nova metodologia.

Esta edição do INEC, feito em parceria com o Ibope-Inteligência, ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios entre 12 e 15 de abril.

 

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