Publicada em 29 de março de 2019 às 5h47

Na FIEAM, vice Hamilton Mourão diz que ZFM é prioritária para o governo

“A Zona Franca de Manaus continua sendo prioritária para o governo, nós só temos que melhorar o que já existe aqui”, disse o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, em pronunciamento à imprensa de Manaus, nesta sexta-feira (29), minutos antes de falar para mais de 400 pessoas, a maioria empresários, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas.

Mourão, que também deu garantia de que o governo vai asfaltar a BR-319 (Manaus-Porto Velho), uma antiga reivindicação do empresariado local, disse que é preciso colocar valor agregado dentro da região, adiantando um dos temas que abordaria em seguida na palestra “A Importância Estratégica da Amazônia Para o Brasil”.

Anfitrião e principal articulador da vinda do vice-presidente a Manaus, o presidente da FIEAM, Antonio Silva, recebeu com satisfação as primeiras palavras de Mourão. “A Zona Franca é, na realidade, o único motor de crescimento em operação no Amazonas.  Além de responder, direta e indiretamente, pela quase totalidade do PIB e da arrecadação tributária estadual, oferece uma excelente alternativa econômica geradora de renda e emprego”, disse Antonio Silva.

Filho de amazonense e tendo servido na região como comandante da 2ª Brigada de Infantaria de Selva, em São Gabriel da Cachoeira, norte do Amazonas, o gaúcho Hamilton Mourão disse que aceitou com prazer o convite da FIEAM para participar do evento e poder retornar ao Estado onde estão suas raízes paternas (o pai, também general, nasceu no município de Humaitá, a 600 quilômetros de Manaus).

“A Amazônia é uma área prioritária no pensamento do nosso governo Nós temos uma série de problemas para os quais temos que buscar as soluções, problemas ligados a energia, a logística, à melhoria das condições sociais da população que reside na Amazônia e, em particular, no nosso Estado do Amazonas”, disse Hamilton Mourão.

Em defesa da reforma da Previdência, em tramitação no Congresso, disse que é preciso ficar claro que o sistema que temos hoje não consegue ficar de pé. “Ele vira uma pirâmide financeira onde aqueles mais velhos, como eu, irão receber (aposentadoria) e os mais jovens vão ter que trabalhar até o último dia da vida (para receber a aposentadoria)”.

De acordo com Mourão, o país tem hoje um contrato social que não cabe mais no orçamento. Então, disse ele, nós temos que renegociar este contrato. “Além disso, temos que tratar da questão da segurança pública que afeta a todos. Daí o pacote que já foi colocado no Congresso pelo ministro Sérgio Moro, e que já é objeto de discussão, onde entra a questão da legislação penal, do sistema prisional, da capacidade tecnológica do nosso aparato policial, e obviamente, do investimento na área social.

Ainda no pronunciamento, o vice-presidente defendeu a reforma tributária como questão prioritária e importantíssima. Temos, segundo ele, uma carga “pesadíssima” de impostos que dificulta a vida de todos aqueles que querem empreender. “Temos que reorganizar o sistema que é caótico, é complexo, de modo que todo mundo pague o que tem que ser pago e, a partir daí, a população entenda o que está pagando e tenha condições de usufruir aquilo que o governo vai retribuir com base nessa arrecadação”.

Para Hamilton Mourão, foi para conversar com “as forças vivas do Amazonas” e de outros Estados da região, que ele aceitou o convite da FIEAM, e discutir essas reformas que são prioritárias para o futuro do país, além de debater sobre as questões que afetam diretamente os empreendedores locais, como o futuro da Zona Franca de Manaus.

Sobre a ZFM, tratada por Mourão como uma das prioridades do governo, o presidente da FIEAM, Antonio Silva, separou um estudo originado na Fundação Getúlio Vargas e a ser apresentado ao vice-presidente, onde fica demonstrada a contribuição do modelo para o país. “Nós só reivindicamos tratamento condizente com a nossa importância e o nosso merecimento. Exigimos respeito e participação em todas as discussões de políticas que possam influenciar no nosso desempenho socioeconômico”, disse Silva.

Presidente e vice-presidente da PanAmazônia entregam Medalha ao vice-presidente da república, Hamilton Mourão. Crédito: Palácio do Planalto

O evento, encerrado com a entrega da medalha “Grandes Amazônidas”, feita pelo presidente e pelo vice-presidente da Associação PanAmazônia, respectivamente, Fernando Gomes Júnior e Jonathan Benchimol, contou com a presença do governador do Amazonas em exercício, Carlos Almeida, do prefeito de Manaus, Arthur Neto, do superintendente da Suframa, Alfredo Menezes, e do presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, Yedo Simões, entre outras autoridades.

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