Publicada em 15 de março de 2019 às 5h32

Na FIEAM, Jório Veiga anuncia estratégias para desenvolver o Amazonas

O secretário de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), Jório Veiga, ontem, em reunião de diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), apontou as atividades econômicas prioritárias para diversificação e fortalecimento da economia do Amazonas.

De acordo com o secretário, mais de 80% do que move a economia do Estado hoje vem do Polo Industrial de Manaus (PIM) e a riqueza está concentrada, restrita em uma pequena área (Manaus).

Na ocasião, o presidente da FIEAM, Antonio Silva, destacou a necessidade de se explorar as vocações regionais, como a cadeia produtiva do pescado, fruticultura, turismo e a atividade mineral. “Precisamos urgentemente evitar o êxodo rural existente, Manaus está explodindo, porém não geramos emprego no interior do Amazonas”, disse.

Os investimentos em diversificação da economia, com a exploração do turismo, mineração, piscicultura, bioeconomia, economia digital e o setor primário (agronegócio), serão mensurados pela Seplancti, para avaliar os impactos na geração do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.

“As atividades do PIM seguem crescendo e é preciso que as atividades correlatas agreguem valor. Entendemos que a mineração pode chegar a 15% do PIB e o turismo a 8%”, disse Veiga, para citar que o  turismo representa 16% do PIB mundial. “Esse setor é importante e pode ser melhor trabalhado”, apontou.

Para intensificar o esforço pela diversificação da matriz econômica e adensamento da cadeia de inovação de segmentos econômicos do Estado, Veiga anuncia que a Secretaria, com os setores de planejamento, desenvolvimento, ciência, tecnologia e inovação, vai atuar plenamente nos próximos anos, conjuntamente com os conselhos, câmaras e comissões, para a criação de um ambiente de negócios mais ágil e transparente.

“É necessário, para que tudo isso ocorra, que tenhamos um ambiente de negócios favorável e isso passa por procedimentos de automação e desburocratização desses processos”, afirmou Veiga, acrescentando que para ocorrer o fortalecimento e modernização do PIM é também preciso trazer novas indústrias e produtos de maior valor agregado e ciclo de vida mais longo.

Com objetivo dividido em quatro eixos principais, a Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), da Seplancti, pretende formular e gerir as políticas de CT&I e de geodiversidade do Estado, a fim de potencializar a transformação do conhecimento técnico-científico em desenvolvimento socioeconômico, com ênfase na melhoria contínua da produção e capital científico.

“Tem muita coisa que começa aqui, porém não termina aqui no Amazonas. Por exemplo, você faz a extração do óleo, mas a purificação é feita fora daqui. Fazemos mineração, mas a exportação do minério e a metalurgia desse minério para separar os metais são feitas fora, ficamos com o básico que não rende nada para a população. O que é riqueza de fato e agrega vai para outro lugar”, ressaltou Veiga.

O mercado amazonense não chega a 3% do mercado brasileiro, de acordo com Jório Veiga. “Isso mostra um mercado muito pequeno para indústria do porte que existe hoje no Estado”, expôs o secretário, para quem o propósito é atrair empresas cujos produtos atendam necessidades primárias, sair do modelo praticamente exclusivo de substituição de importação para agregar também exportação e, além disso, acrescentar empresas de pequeno e médio porte, pois agregam muito mais à economia local”, pontuou ele.

Estavam presentes na reunião representantes da FIEAM, Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio), Associação Comercial do Amazonas (ACA), Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Manaus (Codese Manaus) e demais representantes da indústria.

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