Publicada em 10 de novembro de 2017 às 9h11

João Doria defende ZFM e aposta na geração de novos empregos

Prefeito de SP declara apoio a Zona Franca e Polo Industrial de Manaus

O prefeito de São Paulo, João Doria, defendeu nesta quinta-feira (9), em entrevista coletiva com a imprensa, a Zona Franca de Manaus. “Tenho uma posição muito clara pró-mercado, pró-existência e manutenção da Zona Franca e do Polo Industrial de Manaus. A atividade produtiva que aqui gera 84 mil empregos é importante e acredito que nos próximos meses, com a retomada do crescimento econômico e da positividade da economia, é possível que os empregos possam voltar gradativamente”, declarou.

Doria participou no Clube do Trabalhador do almoço-palestra organizado pela Ação Empresarial do Amazonas, formada pela Federação das Indústrias (FIEAM), Federação do Comércio (Fecomércio), Federação da Agricultura (FAEA), Associação Comercial do Amazonas (ACA) e Centro da Indústria (CIEAM), e ainda da Câmara Nipo-Brasileira do Amazonas (Kaigisho).

O presidente da FIEAM, Antonio Silva, destacou que a experiência do empresário Doria no setor privado faz a diferença em sua primeira gestão como titular da prefeitura de São Paulo.

“A gestão é um assunto vital para as administrações, especialmente do setor público. O conhecimento e a troca de experiências no enfrentamento das adversidades é um caminho a ser seguido pelas gestões públicas”, disse Silva.

O presidente da FIEAM lembrou que o momento do país é delicado com o enfrentamento da maior crise econômica, destacando que todos os participantes do encontro estavam ali dispostos a “ajudar a colocar o Brasil nos trilhos, com um olhar para o desenvolvimento”.

Doria falou de sua trajetória política desde a eleição de 2016 Lembrou que nas primeiras pesquisas estava com 2% de preferência e o candidato que despontava o favoritismo da população estava com 38%. O empresário, que se candidatava pela primeira vez na política, ganhou a eleição da prefeitura de São Paulo no primeiro turno com 53% de aprovação dos nove milhões de eleitores paulistanos para gerir a cidade com 12 milhões de habitantes.

Doria disse que utiliza a proposta de gestão aprendida no setor privado. Destacou que as promessas apresentadas nas campanhas foram promessas que poderiam ser cumpridas, como a privatização. Segundo o prefeito, São Paulo possui 55 áreas a serem desestatizadas, para que possam contribuir para a gestão pública mais eficiente, menos custosa, descentralizadora, menor e inovadora.

“Estado eficiente, estado menor é um estado menos corrupto e mais focado nas necessidades reais da população”, disse o prefeito, informando que até o final do ano a capital de São Paulo irá deixará de gastar R$ 1 bilhão com despesas de patrimônio que foram privatizados. 

Saúde e educação, segundo Doria, são prioridades na sua gestão Citou o mecanismo de gestão eficiente do programa Corujão da Saúde que foi lançado em 23 de janeiro. De acordo com o prefeito, o programa desafogou em 83 dias a lista de espera de 476 mil pessoas que estava à espera há dois anos para realizar exames de imagem. 

O prefeito fez convênio com 44 hospitais privados de São Paulo, incluindo os mais conceituados no Brasil e no mundo, como os hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês, para fazer esses exames com o valor de tabela do SUS. A medida zerou a fila de espera, não sobrecarregou os cofres públicos, e contribuiu com a receita dos hospitais particulares com atendimentos em horários de pouco fluxo.

“Prefiro ser julgado por fazer que ser covarde de não fazer e temer o julgamento e juízo das pessoas, da imprensa, da sociedade civil. Quando existe o erro, corrijo, pois o erro ensina, o erro dignifica as pessoas quando você reconhece e toma aquilo como uma boa lição. Eu não tenho nada a temer, nem da esquerda e nem da direita. Minha posição é a posição de centro, de equilíbrio, de pró-mercado, sou um liberal”, concluiu Doria.

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